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IRMÃS DE NOSSA SENHORA

IRMÃS DE NOSSA SENHORAMulheres testemunhando a bondade de Deus e seu amor providente!

As Irmãs de Nossa Senhora são uma família religiosa que serve à Igreja, espalhada em 6 Continentes nos seguintes Países: Estados Unidos, Brasil, Inglaterra,Holanda, Alemanha, França, Itália, Índia, China, Correia do Sul, Vietnam, Filipinas, Papua Nova Guiné, Indonésia, Uganda, Tanzânia, Quênia e Moçambique.

Seguindo uma tradição em educação cristã que lhes foi deixada por sua fundadora Irmã Maria Aloysia Wolbring e sua amiga Irmã Maria Ignácia, jovens professoras de Coesfeld na Alemanha, em 1950, sentiram-­se chamadas para cuidar de meninas pobres no caos social nascido da Revolução Industrial, na Europa. Com sua mãe espiritual, Santa Júlia Billiart, que também educou meninas pobres na França e na Bélgica, 50 anos antes, as Irmãs de Nossa Senhora partilham o carisma de espalhar a luz do sol da bondade de Deus e de seu amor providente no mundo. A partir de Santa Júlia, hoje existem 3 Congregações de Nossa Senhora.

São guiadas por uma espiritualidade mariana para o seguimento de Jesus Cristo em vista do Reino de Deus. Herança preciosa de Santa Júlia e de Irmã Maria Aloysia e Ignácia, é o espírito missionário. Santa Júlia queria conduzir todas as pessoas ao conhecimento e ao amor de Deus. As Irmãs haveriam de proclamar a bondade de Deus a todo mundo (Carta de Júlia nº 45).

Um dos momentos do bom Deus chegou para a Congregação em 1922 com o convite do Frei Jacob Hoefer, OFM do Brasil. Sentia a necessidade da presença de religiosas na educação da juventude em escolas e internatos. Madre Maria Cecília compreendeu que no Brasil se oferecia um verdadeiro campo missionário para a Congregação. Com o consentimento do seu conselho, ela respondeu: “Agora ou nunca!”

Com o convite de Frei Jacob Hoefer, nove Irmãs de NotreDame, da Alemanha, com o objetivo de iniciar uma missão no Brasil, deixaram, em 07 de abril de 1923, a sua pátria, embarcando no navio CAP Polônio, com destino ao Rio de Janeiro.Em 1936, já existiam 21 casas espalhadas pelo país. No dia 1º de janeiro de 1937, o então Distrito da Congregação foi elevado à categoria de Província denominada Província da Santa Cruz. Sua sede, desde então, foi instalada em Passo Fundo, Rio Grande do Sul.

A expansão das obras e o número crescente de Irmãs levou esta Província a se desmembrar. Em 1962, foi criada a 2ª Província no Brasil: Província Nossa Senhora Aparecida, com sede em Canoas, RS.

Atualmente, as casas da Província da Santa Cruz estão espalhadas nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Acre e, a partir de1993, nas Missões de Moçambique, África.

Em resposta ao carisma da Congregação, as Irmãs desempenham sua missão num vasto campo de ação pastoral-educativa em Escolas, Hospitais, Paróquias, Dioceses e Obras Sociais.

Após o Concílio Vaticano II e as Conferências Latino-Americanas, a Província se abriu sempre mais para seu compromisso com a Igreja Local, atuando hoje em 13 Dioceses, de feições e exigências diferentes, conforme a realidade geográfica, socioeconômica, cultural e religiosa da região.

“Devo também anunciar a outras cidades a Boa Notícia do Reino de Deus, pois para isso é que fui enviado” (Lc 4,43).

Missão no Acre

Esse desafio fez-se sentir pelos anos de 1970. A Igreja dirigia insistente apelo às Congregações do Sul do Brasil, para enviarem Irmãs às longínquas regiões do Norte, onde a falta de clero e religiosos era alarmante.

Atendendo o convite dessa frente missionária, a 09 de março de 1971, partiram do aeroporto de Rio de Janeiro, rumo ao Acre, as Irmãs pioneiras: Maria AnísiaMaldaner, Nelda Luíza Möeleke, Thereza Costella e Inete Della Senta, assumindo o trabalho no Hospital de Cruzeiro do Sul. Em seguida, as Irmãs: Maria Gentil Magagnin, Clarinda Canci e Beatriz Gatto se engajaram na Escola e atividades pastorais em Tarauacá.

A grande distância da sede provincial e as dificuldades de comunicação frente à realidade típica da região, as exigências da formação e o número crescente de casas e de Irmãs, são os principais motivos que levaram a fundação do Regional do Acre, instalado no dia 12 de fevereiro de 1989 em Cruzeiro do Sul, tendo como primeira superiora Regional a Irmã Maria Taffarel. A partir do ano de 1992 a sede do Regional está em Rio Branco, na Vila Ivonete.

Hoje, a Congregação das Irmãs de Nossa Senhora no Acre, exerce sua missão nas duas Dioceses: Cruzeiro do Sul e Rio Branco.

No espírito de Santa Júlia e das primeiras Irmãs de Coesfeld, nossa Congregação continua hoje a testemunhar a bondade de Deus e seu amor providente em todo o mundo.

Máximas de Santa Júlia

Santa Júlia BillartAbandona-te de corpo e alma às mãos de Deus e experimentarás nas tentações do demônio sua mão bondosa e cheia de poder.

Abandona jamais teu Salvador nem sua Santa Mãe. Ela será tua consoladora. Ao pé da cruz a encontraras.

Aconteça o que acontecer: Tem Deus diante dos olhos. Somente Deus no coração!

As graças que necessitamos, devemos merecê-las pelo sacrifício. Sem espirito de sacrifício jamais teremos paz e tranquilidade da alma.

As privações devem ser o alimento frequente e quotidiano das nossas almas. Lembremo-nos que elas nos sustentam na longa jornada.

Com o amor de Deus no coração todas as nossas ações são dirigidas para o bem. Sem este amor, ainda com os maiores talentos, nada fazemos que teria valor eterno.

Confiemos nossas mágoas ao Coração de nossa boa Mãe. Ela providenciará.

Dirige todas as tuas intenções a Deus, e somente a Ele. Não busques a ti nem outra criatura.

Dura e áspera parecerá por vezes a mão de Deus. Nem por isso deixa de ser a mão do Sapientíssimo, justíssimo e boníssimo Pai que por caminhos diversos nos conduz.

Fé e confiança garantem-nos a paz do coração mesmo no meio dos mais duros combates e das mais violentas tempestades.

Reconhece Deus em todas as coisas e tudo dirigir-se-á para o teu bem. O que te acontece, recebe–o como vindo das mãos de Deus.

Oh quanto é bom, o bom Deus! Quanto ELE é bom!

HISTÓRIA DAS IRMÃS DE NOSSA SENHORA NA DIOCESE DE RIO BRANCO
As Irmãs de Nossa Senhora (Notre Dame) vieram ao Acre em 1971 para a Diocese de Cruzeiro do Sul chamadas pelo Bispo Dom Henrique, para atender os pobres, principalmente no campo da saúde no Hospital Geral.

Após o Concílio Vaticano II a Congregação que tinha como missão a educação abriu-se para a missão em terras acreanas.

Irmã Beatriz, uma das missionárias pioneiras, disse que desde que chegaram ao Acre, em 1971, muitas vezes tinham que ir a Rio Branco para resolver negócios, tanto na Secretaria da Saúde como na Secretaria de Educação. Então ficavam hospedadas na Casa Madre Elisa ou no Colégio São José, das Irmãs Servas de Maria Reparadoras. Nessas idas e vindas, as irmãs fizeram uma proposta à Província para adquirir um terreno e fazer uma casa em Rio Branco.

A ideia foi amadurecendo e, pensando no futuro, na formação universitária das acreanas, uma casa de formação, acolher as irmãs que vinham do sul e precisavam de pernoite, tanto na ida como na volta, a ideia se tornou realidade.

Com a ajuda da Irmã Anunciata, conseguiu-se achar um terreno na Vila Ivonete, na época totalmente desabitadoe mata fechada.

A casa foi construída, e no ano de 1988 inaugurada com o nome de Nossa Senhora Peregrina.

Dom Moacyr, já em 1987, pedira uma irmã para coordenar o Curso de Teologia de Férias em Rio Branco. Irmã Maria Valderis foi designada para responder a esse pedido da Diocese. A Irmã Aurora (Theresa) pioneira em Cruzeiro do Sul, Irmã Anísia que coordenava a construção, e Irmã Lourdes, estudante de enfermagem na UFAC, formaram a primeira comunidade com a inauguração da casa em 25 de março de 1988. “A Congregação das Irmãs de Nossa Senhora (NotreDame) que já está presente na Diocese de Cruzeiro do Sul, vai abrir uma casa religiosa em Rio Branco. Com esta finalidade está construindo uma casa no bairro Vila Ivonete. No encontro hodierno com o Bispo e a Coordenação de pastoral foi esboçado o tipo de presença da Congregação na nossa Diocese: inserção na pastoral do bairro, que pertence à paróquia de Santa Inês, e contribuição no Setor da Educação religiosa”.[1]

Em maio do mesmo ano durante a visita da Provincial, Irmã Maria Alcídia Guareschi, Dom Moacyr a surpreendeu com o pedido de uma irmã para trabalhar na Diocese, assumindo e organizando o povo em uma nova paróquia. Era a época forte da migração dos seringueiros, ribeirinhos e habitantes do interior para a capital Rio Branco. Os Conjuntos Habitacionais (COHAB) estavam crescendo de forma acelerada na capital.

Em 13 de fevereiro de 1989 veio a Rio Branco a Irmã M. Gracita Giacomolli, para responder ao pedido de Dom Moacyr. Chegou para trabalhar com os pobres, como missionária cheia de motivações pós-conciliares, e com o cuidado de inculturar-se, conhecer a realidade, e contribuir na evangelização desta Igreja.

O calor e a distância da área em que deveria trabalhar, indicada pelo Bispo e Conselho Presbiteral, exigiram-lhe muita coragem e ardor missionário.

Iniciou as visitas no bairro Tucumã, no Distrito Industrial, onde deveria ser a sede da nova paróquia. Ali encontrou famílias acolhedoras e casais que se reuniam num grupo de evangelização. Também encontrou um terreno baldio na área verde do Conjunto, com uma cobertura de zinco, totalmente ao relento, sem nenhuma sombra ou espaço para se abrigar. Alugou uma casa para morar, no Conjunto Tucumã, para assim estar mais perto da realidade.

No dia 21 de maio do mesmo ano, numa missa solene, Dom Moacyr oficializou a área da futura paróquia apresentando a Irmã Gracita como responsável pela organização, acompanhamento das lideranças e do povo que deveria estar aos seus cuidados, sem ter um padre permanente. Conforme a necessidade os padres atenderiam, quando solicitados, como ele também estaria a disposição.

O total desconforto e a realidade encontrada tentaram a missionária a voltar para sua terra. O confronto com culturas diferentes, aprender a conviver com as diversas realidades não foi fácil, pois exigiu despojamento e muito respeito.

Mas com o passar dos dias, descobrindo lideranças e criando amor pelo povo e sua cultura e com o apoio de Dom Moacyr fincou o pé e foi formando lideranças, laços de amizade e admiração diante de tantos desafios.

Aos poucos, e com muito esforço, foram aparecendo os frutos e os começos da nova estrutura paroquial: “No dia 11 de setembro de 1993, foi a bênção e lançamento da pedra fundamental da Igreja no Tucumã. Às 17 horas, com a presença da Comunidade e convidados, aconteceu a celebração com a bênção da pedra fundamental, numa linda paraliturgia presidida pela Irmã Gracita Giacomolli, vigária da Paróquia. Tudo foi registrado em ata e assinado pelos presentes”.[2]

O sol, o calor, e essa realidade toda, e precisando passar o dia no bairro, pois a Casa Nossa Senhora Peregrina ficava a 08 km de distância, a Congregação comprou uma casa no bairro Universitário, onde formaram uma nova Comunidade religiosa, no ano 91. A organização da nova paróquia dos bairros do Tucumã, Universitário, Dias Martins, Jardim Primavera e Mocinha Magalhães foi um trabalho desgastante, sem a mínima infraestrutura e sem recursos materiais. Na época nem se falava em dízimo. “No 18 de setembro de 1997, teve início a construção da Igreja de São Judas Tadeu, no Conjunto Universitário. A pedra fundamental foi lançada no 20 de outubro de 1996, e a construção só começou no ano seguinte. Após 3 anos de grande esforço de suas lideranças, a bela arquitetura da Igreja projetada pelo engenheiro Loiola, teve início”.[3]

Além desses trabalhos, as Irmãs de Nossa Senhora assumiram na Diocese outros grandes desafios: Curso Bíblico para Agentes de Pastoral, Coordenação Diocesana de Catequese, Ensino Religioso Estadual, Coordenação do Curso de Teologia de Férias, Setor de Educação, aulas no Seminário. As Irmãs Valderis, Marlene e Severina foram as responsáveis durante todos esses anos dessa importante missão.

Os bairros vizinhos da Nova Estação, Monte Alto, Conquista e Santo Antônio, tiveram a presença significativa e constante das irmãs tanto na catequese, liturgia, visita aos doentes e culto dominical. A Irmã Adelaide, no tempo em que foi superiora regional, colaborou na pastoral e organização da comunidade Santo Antônio. E a Irmã Thereza, deu sempre um grande acompanhamento à Pastoral dos enfermos visitando famílias e levando o conforto aos hospitais.

No final de 1993, a Congregação, a pedido do Bispo, começou uma experiência pastoral em Plácido de Castro. “No dia 19 de março de 1994, dia de São José a Provincial das Irmãs de Nossa Senhora, Irmã Lourdes, estará presente para o ato de fundação da comunidade e para apresentar oficialmente as irmãs à nossa comunidade”.[4] As Irmãs Beatriz e Luciene, começaram a morar na sede da paróquia e atendiam as novas cidades de Acrelândia e Campinas, que estavam nascendo. Posteriormente a Irmã Amanda foi também somar forças nessa extensa área pastoral. E já, no ano de 1997, uma Comunidade instalou-se em Acrelândia, com a responsabilidade de dar os passos para a criação da futura paróquia. Foram as Irmãs Clarinda e Luciene as que começaram esses trabalhos pastorais que culminariam com a criação da Paróquia Nossa Senhora Rainha da Paz.