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A CNBB em parceria com organizações eclesiais e da sociedade lança a campanha Amazoniza-te

  Nesta segunda-feira, 27, às 16h de Brasília, será lançada por meio de uma live no youtube da CNBB, a Campanha ‘Amazoniza-te’. Organizada pela Comissão Episcopal para a Amazônia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em parceria com outras organizações eclesiais e da sociedade civil, a campanha surge atuando no contexto onde as violências contra os povos tradicionais são agravadas pela pandemia da Covid-19. Enfrenta-se uma conjuntura onde o desmatamento e a grilagem, as queimadas, a mineração e o garimpo se intensificam, sendo assim, agentes de proliferação do coronavírus nas comunidades da região amazônica.


A iniciativa se une à caminhada realizada ao longo dos últimos anos em vista do Sínodo para a Amazônia, realizado em outubro de 2019, em Roma. E nasceu do diálogo entre as organizações eclesiais e  também da necessidade em sensibilizar a opinião pública brasileira e internacional sobre o perigo ao qual está sendo exposta a vida na Amazônia, com os territórios e as populações. O desmonte dos órgãos públicos de proteção ambiental, o desrespeito contínuo da legislação, bem como ausência da participação da sociedade civil nos espaços de regulação e controle das políticas públicas também fomentaram a criação da campanha.


A campanha Amazoniza-te se estrutura a partir de três eixos:


1-Vulnerabilidade dos Povos Indígenas e comunidades tradicionais à contaminação pelo novo coronavírus:  com destaque para a debilidade no atendimento e estrutura dos equipamentos públicos de saúde nos estados e municípios da região, aquém das condições de outras regiões do país;

2-Aceleração da destruição do Bioma pelo aumento descontrolado do desmatamento: as queimadas, a invasão de territórios indígenas e das Comunidades Tradicionais pela grilagem, mineração, garimpo, pecuária e plantio de monoculturas, e pelos efeitos das hidrelétricas sobre as populações ribeirinhas;

3-Violação sistemática da legislação de proteção ambiental e desmonte dos órgãos públicos: com atuação intencional do governo para desregulamentar e ampliar – de forma ilegal – a atuação das mineradoras, agronegócio, madeireiras e pecuaristas na região.

 

O termo ‘amazonizar’ foi usado pela primeira vez no ano 1986, em uma carta pastoral de Dom Moacyr Grechi, bispo da Diocese de Rio Branco, no Acre, naquela época. O bispo convidou o povo a assumir a causa da Amazônia e a defesa de seus povos. O verbo tem sido utilizado amplamente quando se pretende tratar da defesa da Amazônia. Durante o processo do Sínodo para a Amazônia a expressão Amazonizar também foi muito utilizada e popularizada

 

 

 
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