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Adeus à Comunidade Monástica do Mosteiro Santa Maria da Esperança

Paz e bem no Ressuscitado!
Na fraternidade do Reino, nós, presbíteros da Diocese de Rio Branco, dirigimo-nos à Comunidade Monástica do Mosteiro Santa Maria da Esperança.
Queridas Irmãs, hoje pensamos na parábola da vinha do profeta Isaías que diz: “uma vinha na encosta de uma fértil colina”, pois, assim, começou a história do mosteiro Santa Maria da Esperança aqui na Diocese de Rio Branco.
Quis a Providência divina enviar dom Moacyr Grechi a Juiz de Fora, MG, lá junto à encosta do Morro do Imperador, onde está plantado o Mosteiro de Santa Cruz das monjas beneditinas. E, dali Deus trouxe um rebento vigoroso da vida monástica, para plantá-lo nas terras acreanas, em meio à exuberante e desafiadora floresta Amazônica.
Bem como sonhou o bispo dom Moacyr, de saudosa memória, o Mosteiro de Santa Maria da Esperança, há quase 30 anos, vem sendo no coração da nossa Diocese um oásis por sua vida de oração, tornando-se um centro de acolhimento e aprofundamento espiritual, para casais, para os jovens, para agentes de pastoral da nossa Igreja, bem como de muitos de nós, sacerdotes e diáconos.
A presença da Comunidade Monástica, com seu carisma beneditino, foi uma força missionária, estendendo sua clausura até as realidades em que o bálsamo da oração era necessário.
Não temos dúvida, irmãs, de que a mística da Cruz, que as senhoras trazem da profunda ligação com o mosteiro de Santa Cruz de Juiz de Fora, fez deste Mosteiro, uma comunidade que semeia esperança no chão da nossa Igreja particular, pois como disse dom Clovis Frainer, de saudosa memória, bispo de Juiz de fora, na ocasião da cerimônia de despedida das irmãs fundadoras deste Mosteiro: “A Cruz é sinal de dor e alegria”.
Assim, nós sentimos a profunda solidariedade das irmãs, nos dias sombrios da nossa caminhada pastoral e da vida do nosso povo. Mas, sentimos igualmente a força restauradora da esperança nos dias luminosos e alegres da nossa Igreja e do nosso povo.
Madre Cecília, Irmã Maria Salete, Irmã Maria Ester, e as demais irmãs que por aqui passaram, são o testemunho vivo da fé verdadeira, aquela que remove montanhas de apegos, aquela que constrói moradas sobre a rocha, aquela que insiste e persiste, com o Justo Juiz, para que salve a todos com misericórdia.
A oração de vocês sustenta a Igreja, sustenta a fé no mundo. Oração feita de renúncias, pequenas e grandes. Oração tecida com risos e lágrimas. Oração de comunidade, oração de irmãs, oração que acorda o dia e se une aos pássaros em sinfonias de amor. Oração silenciosa que atravessa a noite e consola a dor do mundo.
Sentiremos muitas saudades do privilégio de tê-las aqui, no coração da nossa Igreja, de celebrar e saborear a Palavra de Deus com as senhoras. Tenham sempre a clara certeza que do vosso claustro sempre jorrou um rio de água viva a fecundar nossa Igreja.
Estamos vivenciando a alegria da Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo, na oitava da Páscoa, mas, com tristeza e saudades antecipadas, só nos resta a memoria agradecida por cada encontro, por cada momento fraterno, e pelos momentos em que esta Comunidade dividiu conosco o pão da Palavra da Eucaristia.
Em nome de todos os presbíteros que aqui se prepararam para as ordenações, e daqueles que aqui celebraram suas primeiras missas, nosso sincero: Muito obrigado!
Que a força do Ressuscitado nos ajude a acolher, com obediência e alegria, os insondáveis desígnios de Deus, para nossa Diocese e para esta Comunidade Monástica do Mosteiro de Santa Maria da Esperança, assim como do Mosteiro de Santa Cruz.
Que a graça do Senhor, Nosso Deus, sempre se derrame em abundância de vida e de amor em seus corações!
Com muita amizade e gratidão!
Presbíteros da Diocese de Rio Branco.

 
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