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Explicação da Logo do Centenário da Diocese de Rio Branco 1920 - 2020

                   Pensar na evangelização da Amazônia é imaginar a missão daqueles que abandonaram os centros urbanos para imergir no desconhecido. O silêncio ensurdecedor da floresta, a proposta enganosa de redenção econômica pela borracha, a ausência da terra natal, cobriu de abandono um povo, restando-lhe apenas a fé em Deus, no santo padroeiro, na esperança da próxima desobriga para o filho não morrer pagão.

            A religiosidade acreana e amazônica é muito própria, e essa essência deve ser celebrada neste centenário de lutas, de martírio, de vida pela terra e busca pela fé que encanta os 100 anos de evangelização da Diocese de Rio Branco. As estradas de seringa de Hélio Melo, o 'kene' indígena que marca a seringueira, a seringueira que pelo látex derramado vira símbolo de uma luta pela terra, a canoa da chegada – e da partida também – compõem a arte final do Centenário.

            Mas é ao centro que se encontra o símbolo de fé de um povo, a 'poronga' que rasga a madrugada do seringueiro é a própria Nossa Senhora de Nazaré, padroeira da cidade de Rio Branco, antigo Seringal Empresa. A fé na mãe do menino, trazida pelos nortistas às terras do Aquiri foi o que garantiu a resistência de um povo flagelado pelas chagas do abandono. Um povo migrante que chega a uma Nazaré de igapós e mata bruta. (Gabriel Rodrigues).

 
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